quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tarde, no dia da alegria




A tarde está especialmente bonita, começando pela luz que incide nas folhas das plantas da varanda, que se movem com a brisa e parecem naturalmente felizes no dia da alegria. Agora percebo como eu deveria ter pensado antes em colocar as cadeiras do lado oposto. Não fosse pela congestão nasal, dores no corpo e na cabeça, eu sairia pela rua passeando e observando como tudo fica especialmente mais bonito a essa hora da tarde.

Bem, tirando o fato de que se eu não estivesse doente, estaria no trabalho, correndo para todos os lados, feito uma louca, ouvindo meu nome ser chamado por todos os lados, e pressentindo uma iminente rebelião no ambiente cinza e com luz artificial. Mas agora que estou aqui, penso em um monte de coisas que eu poderia fazer, como ler um livro novo, terminar meu livro velho, ver um filme de amor ou devorar guloseimas, não consigo parar de contemplar a natureza.

Eu pensei também que é esse clima que viverei todas as tardes quando eu estiver com meu bebê no colo (mas ainda não estou grávida). E também tem o detalhe que bebês não são bonecas e nem sempre querem parar para contemplar – eles preferem comer, dormir e fazer caca - enfim, hoje no dia da alegria, eu estou com alguma virose e minha cabeça está a mil.

Ansiosa com algumas coisas que estão para acontecer!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

MACACO SOLITÁRIO



Sabe quando você se sente como um macaco solitário com ideia fixa?

Ninguém entende por que eu necessito ter portas brancas...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Cadeiras


Era uma vez uma vontade louca de ter cadeiras de apoio no novo apartamento com sala grande, se comparada ao antigo. O problema era a básica falta de dinheiro depois que se compra um apartamento.
Um belo dia, em uma feira de móveis, encontrei duas cadeiras assim até engraçadinhas, e por um preço bem legal.
Problema1: as cadeiras só seriam entregues em vinte dias. Tudo bem, eu iria mesmo viajar.
Problema2: trinta dias depois e nem notícia das cadeiras. Voltei à feira e me disseram que as benditas realmente estavam com atraso e talvez nem chegassem.

Opção1: pegar meu dinheiro de volta e não ter cadeiras.
Opção2: esperar chegarem e enquanto isso, escolher qualquer cadeira da loja. Se em mais alguns dias as cadeiras não chegassem, eu teria a opção de pagar a diferença nas cadeiras emprestadas.

Fiquei com a opção 2, nem sei bem por quê.

Quando eu já estava acostumada com as cadeiras, ligaram da loja avisando que as outras chegaram e eu tinha que fazer minha escolha.

O marido achou que poderíamos usar o dinheiro da diferença para fazer algo mais importante e acabei decidindo pela troca.

Resultado: eu nem lembrava o quanto as outras cadeiras eram detestáveis. Elas estão aqui até hoje (7 meses). Já troquei o forro (não adiantou), pensei em pintá-las de branco (não sei se vale a pena), por fim, pensei em trocá-las.

Problema3: por que cadeiras bonitas são tão caras???